Leonardo Martinelli

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Leonardo Martinelli (ou Schu) é compositor, diretor de formação da Fundação Theatro Municipal de São Paulo e professor da Faculdade Santa Marcelina (estética musical, composição e organologia), tendo atuado nos últimos anos como crítico e jornalista da Revista Concerto. Atualmente realiza seu doutorado em composição no Instituto de Artes da Unesp.

Natural da Cidade de São Paulo, Leonardo Martinelli iniciou seus estudos de piano aos dez anos de idade, e tão logo começou a escrever pequenas peças para esse instrumento.

Em 1992 foi admitido no curso de piano da então Universidade Livre de Música (ULM), onde estudou até 1996. Lá teve aulas com Terão Chelb e Rosária Gatti. Entre 1993-95 realizou estudos específicos em contraponto com Sergio Cominatto. Em 1995 estudou a obra do compositor italiano Luciano Berio e Música Eletroacústica no 26º Festival de Inverno de Campos do Jordão, com Flo Menezes e Rodolfo Caesar, respectivamente.

Em 1996 ingressou no curso de Bacharelado em Composição e Regência do Instituto de Artes da Unesp, onde teve aulas com professores como Edson Zampronha, Paulo Castagna, Edmundo Villani-Côrtes, Flo Menezes e Abel Rocha, entre outros.

Entre 1996-97 recebeu bolsa de iniciação científica da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) com o trabalho “Análise de Kontakte de Karlheinz Stockhausen”, sob a orientação de Flo Menezes.

Ainda no Instituto de Artes da Unesp, durante 1998-2001 foi bolsista do Programa Especial de Treinamento em Música (PET-Música, Capes) no qual, entre outras atividades, produziu, divulgou e organizou (juntamente com outros estudantes) os Studio de Música, evento esse que ainda hoje tem como principal objetivo estrear de obras de jovens compositores.

Durante os anos de graduação, realizou várias palestras e conferências a convite de professores como John Boudler (Interpretação da Música Contemporânea), Vítor Gabriel (História da Música), Dorotéa Kerr (História da Música do Século XX) e Maria de Lourdes Sekeff (Teoria da Música).

Em 1998 estudou composição e história da música contemporânea, respectivamente, com Chico Mello e Harry Crowl na 16ª Oficina de Música de Curitiba.

Em 2000, apresentou a comunicação “Tendências da Historiografia Musical Brasileira” no Simpósio Latinoamericano de Musicologia de Curitiba, texto este proveniente de seu trabalho de conclusão de curso de História da Música no Brasil no IA-Unesp, na classe de Paulo Castagna.

Entre 1999-2001 foi coralista e assistente de produção do Collegium Musicum de São Paulo, sob a direção de Abel Rocha.

Em 1999 atuou como regente no “Concerto Nº 2 para Piano e Orquestra Opus 102”, de Dmitri Shostakovich, junto à Orquestra dos Alunos do Bacharelado em Música do IA-Unesp, tendo como solista o pianista Fábio Godoi.

Em 2000 produziu e foi o pianista-coordenador em “Fourteen & Mesostic IV”, para quatorze músicos e gravação de texto recitado, de John Cage, durante o 17º Festival Ritmo e Som, na Unesp.

Em 2001 realizou seu “début” como compositor em um concerto com mais de uma hora de duração inteiramente dedicado a composições próprias.

No final de 2001, John Boudler, regente do prestigiado Grupo Piap de Percussão, encomendou-lhe uma peça (“Sendas/Tempos”) para ser estreada no evento Ritmos da Terra 2002-Mostra Internacional de Percussão, em Campinas.

Em 2002 ingressou no programa de mestrado em música da Unesp, com a pesquisa “A noção de textura musical e seu uso no repertório instrumental-orquestral da segunda metade do século XX”, sob a orientação de Edson Zampronha.

Freqüentou as aulas individuais e as conferências do compositor sueco Fredrik Ed, no Studio PANaroma, e começou a colaborar regularmente com resenhas de concertos (notadamente de música contemporânea e brasileira) junto ao portal de música clássica Movimento.com.

Ainda em 2002, junto com outros cinco músicos, integrou o grupo de música conceitual Praxis 6, que nas duas apresentações realizadas nesse período surpreendeu sua audiência com peças de diferentes naturezas, que incluíram uma motocicleta em uma capela, a dublagem instrumental da “Noite Transfigurada” e um aclamado trabalho de “decomposição” musical.

Em 2003, teve seu artigo “Jovens Compositores no Brasil” publicado na edição de março da Revista Concerto, sua primeira colaboração para este veículo.

Ainda em 2003 assumiu a curadoria e a produção da série dominical de concertos Música em Cena, do Centro Cultural Fiesp/Sesi São Paulo, que contabilizou dezenas de concertos e centenas de espectadores fiéis à programação plural desenvolvida no trabalho de curadoria, encerrada com a temporada de 2005.

Em 2004, a peça “Três Instantâneos de uma Mulher Desconhecida”, para quinteto de sopros, foi premiada no 7o. Concurso Nacional de Música IBEU, no Rio de Janeiro, e posteriormente ganharia edição em CD pelo selo da instituição. Neste mesmo ano defendeu sua dissertação de mestrado no Instituto de Artes da Unesp, com o título de “A noção de textura musical e sua influência repertório instrumental-orquestral da segunda metade do século XX”, sob a orientação de Edson Zampronha.

Ainda em 2004 iniciou seu trabalho jornalístico na grande imprensa, colaborando como crítico e repórter de música clássica e cultura para o caderno Fim-de-Semana da Gazeta Mercantil, veículo para o qual trabalhou até 2007.

Trabalhou como assistente de orquestração para o maestro Abel Rocha, tendo trabalhado na orquestração para Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, com obras como os Concertos Brandenburgueses Nos.1 e 3, de Johann Sebastian Bach, a ópera L’Orfeo, de Claudio Monteverdi, e Il campanello di notte, de Gaetano Donizetti.

Em agosto de 2005 sua peça “O Anjo Azraeel” (inspirada no livro “Os Versos Satânicos”, de Salman Rushdie) foi interpretada pela Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, sob a regência de Abel Rocha, na abertura do 40o. Festival Música Nova. Em novembro foi selecionado para a XVI Bienal de Música Contemporânea Brasileira, no Rio de Janeiro. No mesmo realiza a orquestra para Banda Sinfônica da "Sinfonia de Câmara No. 1", de Arnold Schönberg (ainda inédita).

Desde o inverno de 2005 ministra cursos de música em diversas instituições e eventos da cidade de Itu (SP), tais como "Linguagem e estruturação da música" (julho de 2005) e "História da Música no Brasil"(julho de 2006), ambos no Festival de Artes de Itu. "História da Música Ocidental" (janeiro de 2006), pela ASSATEMEC, e "Cinema Sonoro: Música e Compreensão na Sétima Arte" (janeiro de 2007), pela Secretaria de Cultura de Itu.

Em 2006, paralelamente às suas colaborações com a Gazeta Mercantil, iniciou sua colaboração junto à Revista Concerto, onde ainda atua como repórter e colunista do site do veículo. Neste mesmo ano colaborou para a temporada brasileira da conceituada revista francesa Diapason.

Em maio de 2007 ministrou para a Secretaria de Estado da Cultura do Amazonas a palestra “Composição: mercado musical no cenário brasileiro e internacional”. Neste mesmo ano ingressa como professor de história da música na Escola Municipal de Música de São Paulo, ano em que volta a participar do Festival Música Nova com a peça "Ayahuasca", para orquestra de cordas e tem sua peça “Sendas/Tempos”, para percussão múltipla, lançada no CD “Sympathia”.

Em 2007 sua obra “Três Instantâneos de uma Mulher Desconhecida”, para quinteto de sopros, foi executada durante o VIII Festival Internacional de Música Contemporánea, em Santiago do Chile.

No primeiro semestre de 2008 lecionou história da música brasileira nos cursos de música da Faculdade Cantareira (FIC), e no segundo semestre no curso de Pós Graduação latu sensu em Docência em Música da UniFMU. No início deste mesmo ano foi admitido como professor de composição na Faculdade Santa Marcelina (FASM) e terá seu ensaio Il combatimentto di Orfeo ed Peri: rumos e percalços da ópera na composição musical brasileira da atualidade” publicado numa antologia de artigos sobre a ópera brasileira na contemporaneidade publicada pela Algol Editora, organizado pelo jornalista e crítico João Luiz Sampaio.

Ainda em 2008 foi eleito pelo Guia VivaMúsica! como um dos dez críticos de música clássica mais importantes do país. Neste mesmo ano passou a assinar uma coluna mensal do recém reestruturado site da Revista Concerto.

Em 2009 deu início a importantes projetos na área de jornalismo e cultura em música clássica, tais como o trabalho na produção e na realização do Guia de Escuta da coleção “Grandes Compositores da Música Clássica”, da Editora Abril, com uma abrangência de milhares de pessoas em todo o território nacional.

No segundo semestre de 2009 realizou junto à CPFL Cultura, em Campinas (SP) a curadoria da série de concertos “Interfaces”, com apresentações na sede da instituição e no auditório do Teatro Cultura Artística Itaim. A série incluiu os espetáculos “Conexões Latinas” (música de Capiba, Leo Brouwer e Astor Piazzolla para violão, flauta e voz), “Cine-Concerto: Brecht e Beckett no chiaroscuro” (com os filmes “Mistérios de uma Barbearia”, “Film” e “Assalto”, com acompanhamento musical ao vivo em grupo liderado pela pianista e compositora Michelle Agnes), “Corda Vocale” (o canto das cordas em obras de Bartók, Villa-Lobos e Martinu interpretadas pelo Ensemble SP) e “Esta música que me envolve” (obras para a voz solo interpretadas pela soprano Martha Herr).

Outro projeto desenvolvido junto à CPFL foi direção musical do espetáculo  “A conversão de Mahler”, de Ronald Harwood, a partir da tradução de João Luiz Sampaio e adaptação para leitura e direção cênica de Oswaldo Mendes.

Também em 2009 finalizou – junto com os compositores Matheus Bitondi e Arthur Rinaldi – o projeto “Música Plural”, que com patrocínio da Petrobrás e da Lei de Incentivo à Cultura realizou a publicação de um CD duplo com música contemporânea composta por jovens compositores brasileiros. Neste álbum sua obra “Palavras na Carne”, para piano e percussão dupla foi gravada pelo Percoso Ensemble, sob direção de Ricardo Bologna. Neste mesmo ano assumiu a assistência editorial do projeto-piloto da revista Mbaraka, da Fundação Padre Anchieta de São Paulo.

Em 2010 foi contratado pela direção artística do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão para desenvolver um pioneiro programa de formação de plateia, durante o qual antes de virtualmente todos os concertos do evento realizou pequenas palestras em forma de bate-papo, obtendo um excelente respaldo de público e crítica, tendo por isto sido convidado para novamente realizar este trabalho na edição seguinte.

Também em 2010 teve sua obra “Schackleton, Worsley e Crean deslizando de uma colina de neve” para violoncelo e piano estreada no Festival Música Nova, contando com a participação do violoncelista Roham de Saram, um dos mais consagrados intérpretes de música contemporânea da atualidade. No mesmo ano compôs sob encomenda do Coral Infanto-Juvenil do Guri Santa Marcelina a obra coral “Três animais em forma de haikais”, a partir de poemas de Millôr Fernandes.

Em 2011 voltou a ser convidado pela direção artística do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão para dar prosseguimento ao programa de formação de plateia iniciado no ano anterior.

Já em 2012, foi mais uma vez convidado para realizar a curadoria de uma série de concertos para a CPFL Cultura. Desta vez intitulada “Lux sonora” a série focou a música contemporânea brasileira a partir da participação de grupos como o Trio Sextante, In Tempori Duo, o Duo Paulo Passos & Joaquim Abreu, o Trio Puelli, o Ensemble Experimental (sob regência de Jamil Maluf) e a pianista Luciana Noda.

Na série foram estreadas várias obras do compositor: “Amor nunca diálogo”, para trompete e marimba, “Lux aeterna”, para conjunto instrumental e “O fio das miçangas” (a partir do livro homônimo de Mia Couto), para trio. Neste mesmo ano a peça “Quasi una canzone [sonata para violino e piano]foi gravada pelo violinista Emmanuele Baldini e pela pianista Dana Radu para integrar o álbum “Cage+” (no qual atua como diretor musical) a ser lançado em 2013 pelo selo SescSP.

Em 2013 teve sua obra “O diálogo entre Vênus, Azrael e Ogum” estreada na Sala São Paulo pela Orquestra Bachiana Filarmônica sobre a regência de John Boudler, ocasião em que foi tema de extensas reportagens publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela revista Carta Capital. Ainda este ano sua obra coral “Três animais em forma de haikais” será lançada em CD no álbum gravado pelo Coral Infanto-Juvenil do Guri Santa Marcelina, e está previsto também para 2013 a publicação de seu artigo “No curto-circuito: a eletroacústica na música no Brasil” em livro a ser lançado pela CPFL Cultura.

No momento, além de engajado em diversos projetos de composição e criação musical, Leonardo Martinelli atua como professor de composição, organologia e estética musical na FASM e realiza seu doutorado em composição no Instituto de Artes da Unesp, sob orientação do compositor Flo Menezes. Em abril de 2014, a convite do maestro John Neschling, assumiu a Direção de Formação da Fundação Theatro Municipal de São Paulo, pela qual coordena as atividades da Escola Municipal de Música de São Paulo, Escola de Dança de São Paulo, além de assinar a curadoria da série "Música Contemporânea na Sala do Conservatório".

Para propósitos acadêmicos, visite meu curriculum na Plataforma Lattes / CNPq: http://lattes.cnpq.br/8204416221117517

Para a lista de composições e alguns exemplo musicais visite:
http://leonardomartinelli.blogspot.com/2006/02/bestiarium-musicalis.html

English resumé:
http://leonardomartinelli.blogspot.com/2010/11/leonardo-martinellis-resume.html